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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Baianos pelo Mundo. Carlos Peixoto

De volta a série "Baianos pelo Mundo". batemos papo com o Faixa Marrom Carlos Peixoto, da Equipe Fight Brothers. Começou o Jiu Jitsu com os amigos, meio que de brincadeira, e hoje representa uma equipe baiana na Europa. Let's go!


EZ-Quando e onde você conheceu a arte suave?
CP- Conheci o Jiu Jitsu se me lembro bem,  entre 2002 e 2004, eu e alguns amigos costumávamos assistir o antigo PRIDE em que eu curtia muito as finalizações, as quedas e o estilo do Jiu Jitsu.
Sou nascido e criado no bairro da Caixa D’agua, Ladeira do Paiva, e conheci o Jiu Jitsu um pouco tarde e também não tinha condições de pagar uma academia, que na verdade nem existia na área então nunca levei o esporte a sério. Nessa época eu era surfista de bodyboard, que era meu hobby.   Um dia um grande amigo meu chamado Vagner Carmo, começou a treinar, ficou viciado, e sempre me (passava o carro) na praia ou nos encontros de amigos, no intuito de nos converter ao Jiu Jitsu. Então em 2004 comecei a trainar com professor Roberto Cunha amigo e professor de Vagner, mas ainda não muito frequente.

EZ- E após sua viagem, você procurou de imediato uma academia para treinar a arte suave?
CP- Sim, eu saí de Salvador no finalzinho de 2006 inicio de 2007, nessa época eu estava cursando faculdade e trabalhando e Jiu Jitsu ainda era infrequente na minha vida, mais por motivos financeiros ou falta de automotivação, acredito eu.                 Quando cheguei à Inglaterra tomei um choque cultural muito grande e tive que trabalhar a noite e sem opção de treino, pois não havia nenhuma academia por perto, mas agora eu podia comprar um kimono e pagar uma academia! Então nos meados de 2007 encontrei uma academia a 40 km de casa, na cidade Cambridge. A procura foi intensa então recomecei os treinos um dia por semana até o dia que tomei coragem, procurei um emprego na cidade, convenci minha esposa a fazer o mesmo e mudamos pra Cambridge.  Oss!  Agora sim, depois de tanta loucura eu treinava todo dia Jiu Jitsu e MMA.

EZ-E o Jiu Jitsu aí no Reino Unido é diferente em relação ao Brasil?
CP- Com certeza! Nós brasileiros temos um diferencial que após esses anos aqui acredito que venha de um conjunto, de estilo de vida e também genético. Claro que muita gente que conheço aqui também merece todo mérito no esporte, mas o Jiu Jitsu do brasileiro é muito mais bonito e limpo e todo mundo sabe e respeita.

EZ- E a situação de federações, campeonatos e apoio aos atletas, difere muito daqui da Terra Tupiniquim?
CP- A realidade daqui difere muito da realidade do Brasil em geral, então o apoio e o patrocínio aos atletas é muito mais frequente e fácil conseguir, porém muitos atletas pagam seus próprios custos também.  O governo aqui também apoia muito o cidadão empreendedor, por isso as academias tem mais estrutura. Os campeonatos estão acontecendo cada vez mais e estão aparecendo muitas federações e por um motivo de competição entre elas, eles também estão começando a oferecer apoio aos atletas, o que é bom, porém todo mundo uma hora ou outra vai ter que pagar e se afiliar.
EZ-E a sua nova empreitada, representando uma Equipe de origem baiana aí no Reino Unido. Como está acontecendo?
CP- Pois é, representar a Família Fight Brothers nada mais que um privilégio e uma honra.  Sinto-me muito feliz por vestir essa camisa, gente da gente, meus conterrâneos e guerreiros de fé, assim como eu! Estou trabalhado duro no desenvolvimento de uma equipe aqui no Reino Unido, começamos as aulas no mês de maio, porque a academia onde as aulas acontecem estava sendo reformada, mas cada dia matamos um leão!  E tenho fé que com trabalho e dedicação a tendência é crescermos!

EZ-Deixa um recado aos leitores do Blog Estrangulamento Ezequiel.

CP- Aí família do Jiu Jitsu. É Deus no céu e Jiu Jitsu na terra! Não a violência e sim a perseverança! Nunca desista de seus sonhos, não troque seu treino por uma noite de farra.  O Jiu Jitsu é um instrumento de desenvolvimento pessoal que só quem pratica sabe, e se você ainda não percebeu, não pare.  Sua hora vai chegar! Junto até depois do fim.




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