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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Demitido do UFC, Rousimar Toquinho não teria chance de lutar pelo Bellator

Presidente da organização, Bjorn Rebney, não quer ver seus lutadores correndo riscos

Redação - Superesportes
Se depender do presidente do Bellator, mineiro Rousimar 'Toquinho' não lutará na organização (Reprodução)
Se depender do presidente do Bellator, mineiro Rousimar 'Toquinho' não lutará na organização

Demitido do UFC na última quinta-feira, o mineiro Rousimar 'Toquinho' Palhares viu mais uma porta se fechar neste sábado. O Bellator, segunda maior organização de MMA do mundo, disse através de seu presidente que não contrataria o lutador, por afirmar que a segurança dos atletas é a prioridade. 


"Riscos já existem para os lutadores corajosos e de classe mundial que entram no cage do Bellator, sem acrescentarmos ainda mais riscos desnecessários à luta. A segurança dos lutadores é prioridade para mim e minha equipe", disse Bjorn Rebney. O presidente ainda afirmou que a demissão do lutador mineiro foi justa, devido a falta de fair play no octógono.

Entenda o caso
Toquinho enfrentou Mike Pierce no UFC Fight Night 29, em Barueri, e venceu por finalização, com uma chave de calcanhar, aos 31 segundos de combate. O mineiro demorou a soltar a perna do rival norte-americano, mesmo com a interrupção da arbitragem.

Única finalização do evento em Barueri, a vitória de Toquinho não valeu o bônus de melhor do evento, já que o UFC entendeu que o mineiro agiu com falta de fair play.

Um dia depois, o mineiro acabou demitido do UFC, já que era reincidente no caso (havia sido punido em 2010, após não soltar a perna do polônes Tomasz Drwal). Nesta sexta-feira, o lutador foi punido por 120 dias pela Comissão Atlética Brasileira de MMA.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

F. Maldonado se firma no UFC com sertanejo, bom humor e desafio a Sonnen


Fábio Maldonado sofreu bastante contra Glover Teixeira e passou a correr risco de demissão, mas reagiu Foto: Mauro Pimentel / Terra
Fábio Maldonado sofreu bastante contra Glover Teixeira e passou a correr risco de demissão, mas reagiu
Foto: Mauro Pimentel / Terra
  • Allan Brito

Ele gosta de sertanejo e balada. Ele provoca adversários e busca nocautes o tempo todo. Ele é bem humorado e sempre faz piadas em entrevistas. E agora ele conquistou respeito e se firmou no Ultimate Fighting Championship (UFC). Fábio Maldonado tem tudo que é preciso para agradar o público e agora também tem bons resultados: após a vitória no UFC Barueri, contra Joey Beltran, ele conquistou seu segundo triunfo seguido e não corre mais risco de demissão.
O meio-pesado brasileiro começou o ano praticamente sem emprego. Tinha sido massacrado por Glover Teixeira no Rio de Janeiro e acumulado a terceira derrota consecutiva. Porém, a organização resolveu lhe dar mais uma chance, que foi bem aproveitada: Maldonado venceu Roger Hollett em Jaraguá do Sul por decisão unânimes dos jurados. Naquela oportunidade, ele já se destacou pela escolha da música - "Adocica", de Beto Barbosa
Nesta quarta-feira, ele entrou no octógono ao som sertanejo da dupla Milionário e José Rico e fez o público cantar junto a música "Telefone Mudo". Quando o combate começou, Maldonado teve muitas dificuldades para conseguir um triunfo polêmico, por decisão dividida dos jurados, e ainda estava com uma lesão no joelho. Mas nada disso abalou seu bom humor.
Fábio ironizou a estratégia de Beltran, que tentou o prender na grade Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fábio ironizou a estratégia de Beltran, que tentou o prender na grade
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
​O brasileiro não entendeu como um jurado viu vitória de Beltran no combate: "ele estava tomando café, estava de costas", brincou, antes de completar: "se ele (Beltran)achar que ganhou, podemos lutar de novo. Eu falei para ele 'peleamos de novo', se ele achar que ficou alguma coisa para trás". 

E realmente Beltran disparou contra a arbitragem da luta,algo que já viou comum no UFC. "Eu acho que ganhei o primeiro e o terceiro rounds, e achei que o fato de ter derrubado ele e ficado batendo nele por dois minutos no fim do terceiro round foi o suficiente". Já Maldonado preferiu ironizar a estratégia do americano: "se me deixar na grade, eu fico ali um mês. Isso não é nada", desmereceu.
E de fato Maldonado não pareceu se incomodar quando esteve em seus piores momentos na luta. A tranquilidade que ele mostrou chamou atenção dos jornalistas, que lhe questionaram sobre isso após o combate: "é difícil achar o equilíbrio, porque também não posso descontrair muito. Mas ser calmo é uma qualidade. Pode ver que todos campeões são calmos. Só o Pettis, que ganhou agora, é mais 'doidão'", analisou ele, arrancando mais risadas dos repórteres que estavam em Barueri.
Desafio a Chael Sonnen
Maldonado é tão brincalhão que até suas provocações não parecem sérias. Mas, para ninguém ter dúvida, ele repetiu mais de uma vez os adversários que pretende enfrentar futuramente: "é sério, eu quero enfrentar o Chael Sonnen, ou o James Te-Huna", afirmou, lembrando também do neozelandês que perdeu para Glover Teixeira recentemente.
Boxeador nato, Maldonado certamente teria dificuldades contra o falastrão americano, que sabe levar a luta para o chão como poucos. O brasileiro diz que está bem treinado para superar isso, mas ele elogiou vários aspectos de Sonnen: "sou fã dele. Ele é bom e fala bem. Fala muitas verdades. Algumas vezes ele passou do limite, mas acho que lutador não pode ter medo de falar", afirmou ele, que realmente coloca em prática esse raciocínio. "Você pode não concordar com o que eu falo, mas eu serei eu mesmo sempre", prometeu.

Brasileiro continuou forçando a chave de calcanhar em Mike Pierce mesmo após interrupção de árbitro. Ele já havia feito o mesmo com Tomasz Drwal


Por 

Rio de Janeiro


 O Ultimate não vai tolerar a segunda conduta antidesportiva de Rousimar Toquinho dentro da organização. O presidente Dana White disse nesta quinta-feira em entrevista ao canal americano ESPN que o brasileiro não vai lutar mais pelo UFC. Nesta quarta, durante o UFC Fight Night no Combate: Maia x Shields, Toquinho continuou pressionando a chave de calcanhar sobre Mike Pierce mesmo após a interrupção do árbitro, o que já lha garantiria a vitória.
Dana foi perguntado se o episódio envolvendo Toquinho e Pierce poderia ser mais um argumento para quem critica o MMA. O dirigente respondeu assim:
- Se você já assistiu a um evento do UFC, sabe que a camaradagem e esportividade são incríveis neste esporte. Tivemos um incidente com um cara chamado Paul Daley, da Inglaterra, que acertou um cara após a luta terminar. Nós o cortamos e ele nunca lutará no UFC novamente. Este é o segundo incidente que tivemos com o Palhares, em que ele tinha a chave e não soltou. No fim das contas, finalmente soltou, mas vou cortá-lo também. Ele está demitido.
Em março de 2010, Toquinho teve atitude parecida com o polonês Tomasz Drwal no UFC 111. Na ocasião, ele foi suspenso por 90 dias.
Toquinho x Mike Pierce UFC MMA (Foto: Rodrigo Malinverni)Árbitro se joga sobre Toquinho para parar chave enquanto Pierce grita de dor (Foto: Rodrigo Malinverni)







Após a luta desta quarta, em Barueri-SP, Rousimar Toquinho não se alongou muito para explicar o episódio. Disse apenas que esperou o adversário desistir para soltar a chave.
- Não (acho que segurei por muito tempo), só esperei o cara bater. Bateu, eu soltei - justificou-se Toquinho.
A luta foi a estreia de Toquinho no peso-meio-médio depois de ele fazer toda a sua carreira dentro da organização no peso-médio. Era o retorno do mineiro depois de ser suspenso por doping, o que também pode ter contribuído para a decisão de Dana White.
A decisão do Ultimate ao demitir Rousimar Toquinho é um banho de água fria na expectativa criada pelo brasileiro com a rápida vitória sobre Pierce. Toquinho disse que o peso-meio-médio era a categoria ideal para dar sequência à sua carreira.
- Eu me senti bem para caramba. Parecia que eu estava muito forte. Sei lá. Graças a Deus eu estava bem. Quero ficar assim. Foi o meu encontro comigo mesmo - declarou

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Representa a Bahia.

Bruno Carioca estreia no UFC contra o polonês Krzysztof Jotko

O combate acontece no dia 7 de dezembro, na Austrália



Bruno vem de vitória sobre o compatriota Givanildo Santana no Bellator - Divulgação Bellator
Bruno vem de vitória sobre o compatriota Givanildo Santana no Bellator - Divulgação Bellator
Invicto no MMA com treze vitórias, Bruno “Carioca” Santos já tem data para estrear no UFC. O lutador encara o também estreante Krzysztof Jotko, em luta programada para o dia 7 de dezembro, em Brisbane, na Austrália. A informação foi dada pelo site "MMA Junkie.
Ex-lutador do Bellator, Bruno Carioca não luta desde março de 2012, quando derrotou o veterano Givanildo Santana, na decisão unânime dos juízes. O lutador passou um tempo parado por conta de uma lesão no joelho, mas já está 100% recuperado. Já o polonês peso-médio Krzysztof Jotko, assim como Carioca, está invicto em treze combates e fará sua estreia pelo UFC.
O evento terá como luta principal o duelo entre o paraibano Antônio Pezão e o neozelandês Mark Hunt.

Thiago Silva não bate o peso em nova chance, mas luta contra Hamill está garantida

Brasileiro não chegou aos 93 kg no prazo de uma hora após a pesagem; adversário leva 25% de sua bolsa


IMG 1686 445x296 Thiago Silva não bate o peso em nova chance, mas luta contra Hamill está garantida
T. Silva (ao centro) tenta chegar ao peso-limite da divisão, mas sem sucesso. Foto: Lucas Carrano/SUPER LUTAS
Em seu primeiro desafio antes do UFC Fight Night 29, Thiago Silva foi derrotado pela balança. O brasileiro, que não havia batido o peso na pesagem oficial, na tarde desta terça-feira (08), não conseguiu chegar aos 93 kg (ou 205 libras) da divisão de meio-pesados após uma hora e, por isso, foi penalizado com a perda de 25% do valor de sua bolsa.
O valor deduzido de Silva vai para seu adversário, Matt Hamill, que aceitou o combate, mesmo diante do insucesso do adversário em bater o peso da categoria. Além disso, Thiago também não pode concorrer a nenhum prêmio da noite – melhor finalização, luta ou nocaute do evento.
Thiago Silva e Matt Hamill se enfrentam na quarta luta do card principal do UFC Fight Night 29, nesta quarta-feira (09), em Barueri, na grande São Paulo. Na luta principal da noite, o brasileiro Demian Maia encara o ex-campeão do Strikeforce Jake Shields. No combate co-principal da noite, o capixaba Erik Silva tem pela frente o sul-coreano Dong Hyun Kim.

UFC: Erick Silva precisa da vitória para entrar em ranking

Ele surgiu como a promessa do MMA brasileiro, mas custou a engrenar. Na quarta, em Barueri, faz a segunda principal luta da noite, contra sul-coreano

Erick Silva vence Jason High pelo Card Principal do 'The Ultimate Fighter 2 Finale', em Fortaleza
Erick Silva vence Jason High pelo Card Principal do 'The Ultimate Fighter 2 Finale', em Fortaleza (Heitor Feitosa)
O capixaba Erick Silva estreou no UFC em 2011, nocauteando seu oponente em menos de dois minutos e reforçando a reputação de grande promessa do MMA brasileiro. Nos confrontos seguintes, porém, ele não engrenou. Primeiro, foi desclassificado por golpes irregulares em um combate contra Carlo Prater. Depois, na sequência de uma vitória sobre Charlie Brenneman, perdeu para o veterano Jon Fitch no Rio. Aos 29 anos, Erick Silva sabe que chegou a hora de acabar com a irregularidade para engatar uma série convincente de apresentações. E sua grande chance acontece na quarta-feira, contra o sul-coreano Dong Hyun Kim, no UFC em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. O combate, além de ser a segunda principal luta da noite, deve valer para Erick um lugar no ranking dos dez melhores da categoria meio-médio, que tem o canadense Georges St-Pierre como campeão. Também na quarta, Demian Maia enfrenta o americano Jake Shields na luta que fecha o card principal. Outros nove brasileiros estarão em ação. O UFC em Barueri será transmitido apenas pelo canal pay-per-view Combate, a partir das 18 horas.

Apontado como revelação da modalidade logo que surgiu, Erick Silva sempre carregou a responsabilidade de ser uma das principais apostas brasileiras para o futuro fo UFC. Com duas derrotas e três vitórias no torneio, ele treina na X-Gym e na Team Nogueira, equipes de nomes importantes do MMA do Brasil, como Rodrigo Minotauro e Anderson Silva. Para o confronto desta quarta, o atleta deve deixar de lado as técnicas que lhe renderam a faixa preta em jiu-jitsu - o capixaba deverá apostar na luta em pé. Uma boa vitória contra Dong Hyun Kim tem tudo para colocar o brasileiro em outro patamar dentro do UFC. Caso entre no ranking dos melhores lutadores da categoria meio-médio, as próximas oportunidades de subir ao octógono serão contra atletas que pensam em conquistar o título, e não apenas manter o emprego no UFC. O sul-coreano promete fazer de tudo para impedir que isso aconteça. Com bastante experiência em wrestling e judô, Dong Hyun Kim deve insistir na luta agarrada para conseguir a vitória. Acusado por muitos torcedores de fazer lutas chatas e sem emoção, ele não costuma nocautear ou finalizar os oponentes - em suas sete últimas vitórias, ganhou por decisão dos jurados.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

UFC: Dana White e a arte de promover uma luta milionária

Em entrevista exclusiva, o presidente do torneio fala sobre o momento de ouro da franquia, discute a imagem dos lutadores brasileiros e elogia Chael Sonnen

Davi Correia
Dana White, presidente do UFC: 'É muito bom ver o crescimento da modalidade'
Dana White, presidente do UFC: 'É muito bom ver o crescimento da modalidade' (Jeff Bottari/Zuffa LLC/Getty Images)
“Os fãs estão nas arenas querendo que eles lutem, e não que recitem poesia. Claro que um lutador talentoso e que fala bem com a imprensa é maravilhoso”, afirma Dana White
Depois de amargar enormes problemas financeiros (chegou a ficar com um rombo de 44 milhões de dólares na conta), o UFC conseguiu dar a volta por cima e agora vive dias de glória - o valor da franquia hoje supera os 2 bilhões de dólares. Consolidado nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e Grã-Bretanha, o torneio se despediu dos tempos em que precisava apostar tudo em eventos gigantescos para tentar fechar o ano no azul. Às vésperas de completar 20 anos, em novembro, o UFC lucra como nunca antes, resultado de um semestre recheado de lutas memoráveis (e com potencial para quebrar todos os recordes de venda de pay-per-view, uma receita-chave para a empresa). O evento comemorativo de aniversário terá o canadense Georges St-Pierre lutando contra Johny Hendricks e Chael Sonnen desafiando Rashad Evans. Mas se engana quem pensa que Dana White aposta nessa noite festiva como a principal edição de 2013. "Será um evento de alto nível, é claro, mas acho que os recordes serão quebrados na revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman, em 28 de dezembro", diz o presidente do UFC, que aposta todas suas fichas no evento de fim de ano. "Será o mais sensacional de 2013." Antes disso, a trupe de White também encherá os cofres com outra revanche, entre Júnior Cigano e Cain Velasquez, em 19 de outubro.
Na última segunda, em São Paulo, Dana White conversou com a reportagem do site de VEJA minutos antes de participar do último evento de promoção da luta entre Anderson e Weidman, o fim de uma maratona que passou por sete cidades em sete dias, nos EUA e no Brasil. Se estava cansado, não aparentava: falando alto e gesticulando bastante, falava com empolgação sobre qualquer assunto relacionado ao momento de ouro de sua companhia. Apesar de exigir viagens quase ininterruptas, a função parece ser extremamente fácil para ele. Talvez por isso, o chefão do UFC seja tão rigoroso na hora de cobrar o envolvimento de seus lutadores na promoção das lutas, seja nas entrevistas, seja na gravação dos programas especiais que alimentam o interesse pelos milionários combates organizados pela franquia. Dana White garante que não exige que nenhum lutador vire dublê de ator ou apresentador só para aumentar a expectativa da torcida por uma luta. O executivo não nega, porém, que esse tipo de trabalho é uma das chaves para o sucesso do torneio. Para ilustrar isso, recorre ao exemplo do boxeador Floyd Mayweather, que faturou nada menos que 95 milhões de reais em sua última luta. "Tenho lutadores no UFC que esperam ganhar milhões, igual ao Floyd Mayweather, mas ao mesmo tempo não querem promover suas lutas passando por sete cidades em sete dias, como acabamos de fazer com Anderson e Weidman", alfinetou. O próprio Anderson é um dos astros da companhia que resistem a esses compromissos.  
Alguns dos mais importantes lutadores brasileiros no UFC não falam inglês e não gostam de promover suas lutas. Isso é um problema para você? O UFC está em expansão e apostamos cada vez mais no mercado internacional. Esse tipo de coisa sempre será um problema fora dos Estados Unidos. Por exemplo: temos lutadores na Rússia que também não falam nenhuma palavra em inglês e não gostam do contato com a imprensa. Para ser sincero, não me preocupo com isso. Os fãs enchem as arenas para ver esses caras lutando, não recitando. Mas é claro que um lutador talentoso e que sabe conversar bem com a imprensa é maravilhoso para nós.
O UFC faz algum treinamento específico para melhorar a desenvoltura dos lutadores diante das câmeras? Sim, fazemos o que achamos possível. Por incrível que pareça, o reality show The Ultimate Fighter é muito bom para melhorar nesse quesito, pois os lutadores convivem com as câmeras durante todo o dia e são obrigados a participar das entrevistas. Eu converso pessoalmente com alguns e tento explicar a importância da imprensa na promoção dos grandes eventos. Mas também preciso entender o lado deles, que se cansam de ouvir sempre as mesmas perguntas sobre as lutas.
Os dois brasileiros que hoje são campeões do UFC, José Aldo e Renan Barão, estão entre os melhores atletas de MMA do mundo, mas ambos são arredios com os meios de comunicação. Isso pode atrapalhar a expansão do torneio no Brasil? Não discordo dessa afirmação, mas não acho que seja um grande problema. De qualquer forma, é engraçado, porque sou obrigado a escutar o André Pederneiras, treinador da Nova União, reclamando que o Barão não consegue bons patrocínios porque não é o único campeão dos galos (ele está com o cinturão interino enquanto o dono do título linear, Dominick Cruz, se recupera de lesão). Renan Barão é um monstro dentro do octógono, um cara extremamente talentoso. Mas é um caso parecido com o do Chuck Liddell, que hoje está no Hall da Fama mas passou um tempo quase despercebido no UFC. Depois de anos, explodiu de repente. Acho que ainda vai acontecer a mesma coisa com José Aldo e Renan Barão.
Não é ruim para a imagem do torneio colocar um lutador em atividade - como Chael Sonnen, que aparece nos programas oficiais do UFC na TV americana -, para comentar as lutas de possíveis adversários? Não. Chael Sonnen é muito bom como comentarista. Ele é excelente na televisão. Sabe como promover suas lutas e deixar os torcedores animados também para os outros confrontos, falando de estratégia e estilo de combate. Mas é claro que às vezes ele passa do limite e acaba irritando algumas pessoas.
Mas a opinião de um comentarista como ele não acaba influenciando no casamento das próximas lutas? Não acredito nisso. E sobre o Sonnen, sempre haverá os dois lados da moeda, as pessoas que amam o Chael e as que o odeiam.
Trabalhar na TV pode ser um bom caminho para os lutadores que se aposentam? Sim, eu adoro quando isso acontece, ainda mais agora, com todos os contratos de transmissão que fechamos em vários países. E com isso voltamos à sua primeira pergunta. Alguns atletas sabem naturalmente como agir com a imprensa, eles parecem prontos para trabalhar na televisão. E falando em promoção de lutas, existe alguém melhor que o Floyd Mayweather nesse quesito?
Por falar em Mayweather, você o comparou recentemente com o Renan Barão, certo?Eles são parecidos no talento para lutar, mas não na promoção das lutas. Mayweather faz toda a mídia das suas lutas, ele conversa com todos e divulga o combate. E ainda tem aquele estilo que os fãs adoram, de ganhar muito dinheiro e se mostrar gastando esse dinheiro. Tenho lutadores no UFC que esperam ganhar milhões, igual ao Floyd Mayweather, mas ao mesmo tempo não querem promover suas lutas passando por sete cidades em sete dias, como acabamos de fazer com Anderson e Weidman.  
Existe algum lutador no UFC que promove suas lutas tão bem quanto Floyd Mayweather? Chael Sonnen.
Qual foi o momento mais difícil que você enfrentou em treze anos trabalhando no UFC? Foi no UFC 33, em 2001, quando estouramos o tempo previsto para o sinal de pay-per-view. A transmissão parou durante o evento. Tivemos de devolver o dinheiro a todas as pessoas que não conseguiram assistir até o fim.
E o melhor momento? São vários. Poderia citar o fechamento dos contratos de transmissão com a Fox e com a Globo, por exemplo. Ou quando voltamos a fazer eventos em pay-per-view.
Nenhum que não seja relacionado às finanças do UFC? Olha, é muito gratificante quando você assume um negócio que acumula uma dívida de 44 milhões de dólares e consegue recuperá-lo. Também é muito bom acompanhar o crescimento da modalidade, chegando com força a países que a gente apostava havia muito tempo.
2012 foi difícil para o UFC, que teve de lidar com o cancelamento de vários eventos importantes por causa de lesões de lutadores. Como foi essa experiência? Ano passado foi péssimo. Nem sei como explicar. Mas no fim, até fiquei grato por ter acontecido tudo aquilo. Achávamos que nunca iria acontecer. Agora, sabemos que é possível encarar um ano com tantos problemas. Se passamos por isso uma vez, podemos passar por qualquer coisa.

UFC FIGHT NIGHT 29 Rodrigo Damm é vetado, deixa card e UFC em Barueri fica com luta a menos


Capixaba teve problema de saúde e duelo contra Hacran Dias é cancelado

Redação - Superesportes

Rodrigo Damm é vetado para o UFC Fight Night, em Barueri, e programação perde uma luta (Reprodução/UFC)
Rodrigo Damm é vetado para o UFC Fight Night, em Barueri, e programação perde uma luta

O UFC Fight Night 29, em Barueri, na próxima quarta-feira, sofreu uma baixa a quatro dias do evento. O capixaba Rodrigo Damm, que enfrentaria Hacran Dias, pela categoria peso pena, foi vetado por causa de um problema de saúde, não revelado pela organização. Com uma luta a menos que o previsto na programação inicial, a edição teve o horário de início alterado, passando de 17h para as 18h, no Ginásio José Corrêa.

Rodrigo Damm e Hacran Dias disputariam a última luta preliminar evento que marcará a estreia do UFC em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Sem tempo hábil para substituir o atleta, a organização decidiu cancelar o duelo, diminuindo a programação de 11 para dez combates – seis pelo card principal. 

Antes de Rodrigo Damm, o UFC Fight Night 29 já tinha perdido um duelo na programação. Rony Jason, que enfrentaria Jeremy Stephens no card principal, pelo peso pena, foi vetado por causa de uma lesão na coluna e deixou o evento com uma luta a menos.

Rodrigo Damm participou da primeira edição do The Ultimate Fighter Brasil e foi até as semifinais, quando sofreu uma lesão e ficou fora do restante do programa. Ele estreou no UFC 147, no Minerinho, com triunfo ante Anistávio Gasparzinho, por finalização. Depois, o capixaba foi superado pelo canadense Antonio Pato Carvalho, por decisão dividida, na edição 154, em Montreal. Na última luta, ele bateu o japonês Mizuto Hirota (decisão dividida), na final do TUF Brasil 2, em Fortaleza.

UFC Fight Night 29

Quarta-feira, 09 de outubro, a partir das 18h

Ginásio José Corrêa, em Barueri (SP)

Card principal

Demian Maia x Jake Shields
Erick Silva x Dong Hyun Kim
Thiago Silva x Matt Hamill
Fábio Maldonado x Joey Beltran
Rousimar Toquinho x Mike Pierce
Raphael Assunção x TJ Dillashaw

Card preliminar

Ildemar Marajó x Igor Araújo
Yan Cabral x David Mitchell
Iliarde Santos x Chris Cariaso
Alan Nuguette x Garett Whiteley

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Chris Weidman dá cinturão do UFC para garoto com câncer em São Paulo

Felipe Adorno posou para fotos com os dois lutadores e recebeu uma réplica do cinturão das mãos do americano


No fechamento da turnê de divulgação do UFC 168, que marcará a revanche entre Chris Weidman e Anderson Silva no dia 28 de dezembro, o americano mostrou simpatia. Weidman presenteou o garoto Felipe Adorno com uma réplica do cinturão, após entrevista coletiva realizada em São Paulo. 
Marcos Bezerra/Futura Press
O garoto Felipe Adorno posa para fotos ao lado de Chris Weidman e Anderson Silva
Fã de UFC, o garoto de 11 anos faz tratamento contra o câncer e estava na coletiva desta segunda. "Estou muito feliz, é um sonho realizado", disse o garoto, com o cinturão nas mãos. 
Leia mais: Wanderlei provoca Sonnen em evento nos EUA e lutadores quase se agridem. Veja
Assim que a entrevista terminou, Anderson Silva deixou o seu lugar e deu atenção ao garoto. Acompanhado pela mãe, Felipe conversou com o lutador brasileiro. Depois da encarada entre Weidman e Anderson, o menino foi chamado e tirou foto ao lado dos dois atletas.
Depois da pose para as fotos, Weidman entregou a réplica do cinturão para o garoto, acompanhado da aprovação do chefão do UFC, Dana White: "Pode levar o cinturão para você".
A turnê para divulgação do UFC 168, que marca a revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman, terminou nesta segunda, em São Paulo, mas começou no dia 23. Antes da capital paulista, os lutadores passaram por Los Angeles, Las Vegas, Nova York, Bristol, Miami e Rio de Janeiro.
Além da revanche válida pelo cinturão dos médios do UFC, o evento do dia 28 de dezembro terá o duelo entre Ronda Roussey e Miesha Tate, pelo peso galo feminino. As duas são treinadoras do TUF americano. Outra luta confirmada acontece entre Josh Barnett e Travis Browne, pelos pesados.


    Luta de Cigano por cinturão do UFC será exibida nos cinemas

    Evento pelo título dos pesos-pesados é o primeiro nas telonas brasileiras

    Do R7

    Primeira exibição acontece no UFC 166Reprodução/Facebook
    O UFC 166, que acontece no dia 19 de outubro, conta com uma novidade para o público brasileiro: as disputas serão exibidas nos cinemas. A luta principal do evento é a defesa de cinturão dos pesos-pesados, na qual o americano Cain Velasquez enfrenta o brasileiro Junior Cigano.

    Em parceria do canal Combate, dono dos direitos de transmissão, a Flix Midia, responsável pela publicidade, e a Cinemark, todas as lutas do card principal terão exibição ao vivo em cerca de 30 salas de todo o País.

    A segunda transmissão deve acontecer no próximo mês de dezembro, com a revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman, pelo cinturão dos médios (até 84 kg).

    O direito de transmissão ao vivo do UFC nos cinemas brasileiros foi garantido no início deste ano, na extensão de contrato entre a emissora detentora dos direitos e a organização, que vai até 2027.
    A iniciativa é inédita no País em eventos de MMA e foi inspirada nas exibições em 3D nas salas de cinemas de partidas de futebol, principalmente das finais de edições da Liga dos Campeões da Europa, um dos principais torneios de clubes do mundo.

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